Durante anos, as conservas viveram num lugar muito específico: a despensa. Hoje, vivem no feed.
A Minerva é uma marca com mais de 80 anos de história, conhecida pela qualidade, pelo rigor e pela diversidade de sabores. Mas como é que uma marca tradicional consegue manter-se relevante num contexto onde tudo muda rapidamente? Como é que se aproxima de uma geração jovem, prática e culturalmente ativa sem perder aquilo que a define?
Com a ajuda da MUSH, com certeza!
O mundo envolvente
As conservas deixaram de ser apenas o produto que a avó guarda na despensa para emergências. Hoje, aparecem em mesas de brunch, em piqueniques partilhados no Instagram e em receitas no TikTok com milhões de visualizações .O mercado mudou, e a Minerva foi uma das primeiras marcas de enlatados a perceber que tinha de mudar com ele.
Na verdade, as conservas nunca perderam relevância em Portugal. Sempre fizeram parte da nossa cultura gastronómica. O que mudou foi quem as consome e a forma como passaram a fazer parte do dia a dia.
Os jovens portugueses redescobriram as conservas, não por nostalgia, mas por necessidade. Num ritmo acelerado, uma lata resolve várias coisas ao mesmo tempo: conveniência, nutrição e simplicidade. Cabe numa mochila, numa mala de praia ou num cesto de piquenique. É prática, acessível e cada vez mais cool.
Existia um público disposto a integrar as conservas no seu estilo de vida. Faltava uma marca que falasse a sua língua. E foi exatamente essa porta que a Minerva, com a ajuda da MUSH, decidiu abrir.
Explorar o storytelling da marca
@minerva_conservas Conta-nos: que lata é a tua cara? 😂❤️ #MinervaConservas #TinnedTuna #TinnedFish #SaboresdePortugal #ReceitasSaudaveis ♬ som original - minerva_conservas
Todas as marcas têm uma história. Mas nem todas sabem contá-la de forma relevante no presente.
A Minerva sempre teve um legado forte e um produto intemporal. O desafio estava em trazer esse produto para o centro da vida das pessoas, não como algo funcional, mas como algo presente em momentos reais.
O sunset com amigos numa esplanada à beira-rio. O piquenique improvisado num fim de semana soalheiro. A receita rápida depois de um dia longo, mas suficientemente bonita para ir para os stories.
Momentos simples, reais e profundamente portugueses. Momentos onde a Minerva sempre esteve presente, mas onde nunca se tinha assumido como protagonista.
Foi a partir daqui que construímos a nova narrativa da marca: a conserva como objeto de lifestyle. Não num registo aspiracional e distante, mas autêntico, descontraído e culturalmente próximo. Uma tradição recontada com atitude.
A estratégia: tradição com linguagem contemporânea
Ao desenvolver a estratégia, percebemos que a força da Minerva estava precisamente na sua dualidade.
Uma marca com técnicas centenárias, mas com processos modernos. Um produto tradicional, mas com potencial para uma leitura contemporânea.
Nas redes sociais, isso ganhou forma através de diferentes territórios de conteúdo:
- a lata como elemento central, transformada em objeto criativo e símbolo contemporâneo
- a exploração sensorial do produto, onde texturas, brilhos e movimento elevam a perceção de qualidade
- conteúdos com humor, trends e real time marketing para inserir a marca na cultura
- receitas práticas e visuais que mostram a versatilidade do produto no dia a dia
- conteúdos educativos que reforçam o valor nutricional e desmistificam preconceitos
- e o lado humano da marca, que revela as pessoas, os processos e o ADN da Minerva
Humanização da marca nos conteúdos
Mudar a narrativa foi o primeiro passo. Mas uma história só ganha vida quando é contada pelas pessoas certas, da forma certa.
A Minerva percebeu que não bastava ter uma nova mensagem. Precisava de novos mensageiros. E no universo digital de hoje, os storytellers mais credíveis não são as marcas. São as pessoas.
Foi com essa convicção que a estratégia evoluiu. As redes sociais deixaram de ser um espaço institucional e tornaram-se num espaço de conversa. Entrevistas de rua, desafios, perguntas diretas ao público, testemunhos e reviews reais, tudo pensado para criar o tipo de conteúdo que os jovens consomem e com o qual se identificam.
O trabalho por trás da mudança
O trabalho com a Minerva partiu de uma ideia simples: não era preciso mudar a marca, era preciso mudar a forma como ela se mostra.
Desde o início, ficou claro que o valor estava lá. No produto, na história, na consistência. O desafio era tornar tudo isso mais visível e relevante no contexto atual.
Em vez de criarmos uma nova identidade, focámo-nos em encontrar uma linguagem que fizesse sentido aos dias de hoje e também para comunicarmos de forma mais próxima, mais visual e mais alinhada com a forma como as pessoas consomem conteúdo.
Ao longo do processo, fomos construindo um sistema que permitisse à marca explorar diferentes tipos de conteúdo, desde o mais criativo ao mais informativo, sem perder coerência.
Porque no final, a Minerva não mudou o que faz. Mudou o lugar que ocupa na vida das pessoas. E talvez a grande lição seja essa: às vezes, inovar não significa reinventar. Significa apenas saber contar melhor aquilo que sempre esteve lá.